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Esta incrível cadeira de balanço é um dos mais importantes ícones do design modernista brasileiro. Foi projetada entre 1977 e 1978 por Oscar Niemeyer em colaboração com a sua filha Anna Maria Niemeyer e é uma mostra da sua fascinação pelas formas curvas e sinuosas.
O arquiteto inspirou-se na natureza, na paisagem do Brasil, e na sua cidade de infância, Rio de Janeiro, pela qual lhe deu o nome.
Niemeyer passou a desenhar moveis com a necessidade de criar uma continuidade entre a arquitetura e os elementos que a complementavam.
A sua estrutura é fabricada em madeira laminada com acabamento de laca, palhinha e almofada em couro.
Esta peça encontra-se em boas condições embora apresente alguns traços de uso.
Dimensões: C180cm x L62cm x A83cm

Oscar Niemeyer (1907-2012), Rio de Janeiro, arquiteto e urbanista, foi um dos maiores nomes da arquitetura Brasileira.
“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein” – Oscar Niemeyer
Niemeyer deixou um legado impressionante, na história da arquitetura, tanto a nível nacional com internacional.
Além dos projetos de arquitetura, Niemeyer também projetou mobiliário. A necessidade de ter peças que pudessem compor os seus espaços de forma harmoniosa, levou-o à criação de vários ícones junto da filha Anna Maria, como a Cadeira de Balanço Rio, o Banco Marquesa e a Poltrona Alta. Mais tarde, criou a linha ON, composta por uma escrivaninha, um sofá e uma poltrona onde se refletiam as famosas curvas da sua arquitetura.
Formou-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, passa a frequentar o escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa (1902-1998). Em 1936, integra a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde (MES), no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto franco-suíço Le Corbusier (1887-1965), a quem assiste, como desenhista.
Entre 1940 e 1944, projeta, por encomenda do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek (1902-1976), o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, de superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas (ONU) a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista Módulo e no ano seguinte começa, a convite do presidente da República, Juscelino Kubitschek, a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Em 1958, é nomeado arquiteto-chefe de Brasília, para onde se transfere e permanece até 1960.
Niemeyer foi nomeado coordenador da Escola de Arquitetura da Universidade de Brasília (UnB) em 1962, demitindo-se três anos depois, juntamente a mais 200 professores em protesto à política universitária instaurada com o governo militar. Membro do Partido Comunista Brasileiro desde 1945, o arquiteto foi impedido de trabalhar no Brasil e, em 1967, transferiu-se para Paris, onde projetou a sede do Partido Comunista Francês.
Durante o exílio, Niemeyer realizou projetos internacionais, tais como a sede da Editora Mondadori, na Itália, e a Universidade de Constantine, na Argélia. O seu escritório localizava-se nos Champs Elysées, em Paris. Voltou ao Brasil no início dos anos 80, com o fim da ditadura.
Além dos projetos de arquitetura, Niemeyer dedica-se à realização de gravuras e esculturas como a do Monumento ao presidente Juscelino Kubitschek (JK) em Brasília e a mão no Memorial da América Latina em São Paulo. Editou revistas, como a Módulo, e escreveu 12 livros, como “A forma na Arquitetura” e “As curvas do tempo – memórias”."