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POLTRONA KOPENHAGEN POR GERALDO DE BARROS PARA HOBJETO, BRASIL, ANOS 70

Apresentada pela Hobjeto em 1977, a linha Kopenhagen marcou uma nova etapa na produção da marca, na sequência da criação de uma unidade dedicada ao trabalho do metal.

Foi neste contexto que Geraldo de Barros explorou as possibilidades dos tubos metálicos, trabalhados através da dobragem e utilizados como elemento estrutural do mobiliário. Com cerca de 5 cm de diâmetro, os tubos recebiam posteriormente um acabamento pintado ou cromado, conferindo à peça a sua presença gráfica e depurada.

A Kopenhagen traduz, assim, o encontro entre a linguagem rigorosa de Geraldo de Barros e as novas possibilidades técnicas que a Hobjeto passou a dominar na época.

A estrutura lacada a preto não foi restaurada e encontra-se em bom estado de conservação. Apresenta apenas algumas marcas de uso normais para uma peça de época.
Proveniência: Cliente particular, Brasil

Dimensões: C71cm x L69cm x A56cm x AAssentot30cm

 

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Geraldo de Barros (1923–1998)

Geraldo de Barros foi um dos nomes mais importantes do design modernista brasileiro, atuando como pintor, fotógrafo e designer de mobiliário. A sua obra é referência na arte concreta, no design modernista e na fotografia abstrata, sendo reconhecido como um dos pioneiros da linguagem visual experimental no Brasil.

Formado em desenho e pintura na Associação Paulista de Belas Artes, em São Paulo, nos anos 1940, afastou-se rapidamente da representação figurativa para explorar a abstração geométrica e o design moderno. Esse movimento o aproximou da vanguarda da arte concreta brasileira, consolidando sua relevância no cenário do modernismo no Brasil.

Paralelamente, desenvolveu uma abordagem inovadora na fotografia, explorando composições abstratas que o colocam entre os pioneiros da fotografia abstrata brasileira e da experimentação visual.

A partir dos anos 1950, Geraldo de Barros expande sua atuação para o design de mobiliário, criando peças marcadas pela funcionalidade, modularidade e rigor construtivo. Em 1954, participa da fundação da Unilabor, um projeto de design social e cooperativo que unia produção de móveis de design e organização de trabalho comunitária, um marco do design brasileiro moderno.

Após o encerramento da Unilabor, em 1964, funda a Hobjeto, onde continua a desenvolver mobiliário modular e design industrial, reforçando sua pesquisa em design funcional e produção em série de peças de design modernista.

A obra de Geraldo de Barros no design de mobiliário da segunda metade do século XX representa a união entre arte, função e pensamento social, sendo hoje referência fundamental no collectible design, no design modernista brasileiro e no design de móveis assinados.

 

 

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