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PAR DE POLTRONAS CUBO, JORGE ZALZUPIN, BRASIL, 1978

VENDIDAS

A poltrona Cubo foi desenhada por Jorje Zalzupin em 1978 e produzida pela L'Atelier. Tanto o assento como o encosto dão a impressão de terem sido esculpidos a partir de um cubo sólido. A sua estrutura é feita de madeira compensada revestida a espuma  e a sua base está assente numa estrutura de compensado ebanizado a negro.

Estas duas peças foram totalmente estofadas a tecido bouclé branco.de alta qualidade.

A cadeira Cubo foi produzida em módulos diferentes, desde a poltrona simples ao sofá de 2 e 3 lugares. Posteriormente a Etel e a família Zalzupin disponibilizaram um novo modelo de sofá com 4 assentos, assim como a versão de acabamento em madeira.

Dimensões: C86cm x L86cmx A63cm

 

Jorge Zalszupin

Jorge Zalszupin (1922- 2020) Foi um arquiteto e designer nascido na Polónia naturalizado brasileiro. É considerado um dos maiores nomes da área do design e arquitetura brasileira.

A Segunda Guerra Mundial obrigou a família de Zalzupin a exilar-se na Roménia, em 1940. Zalzupin formou-se na Escola de Belas Artes de Bucareste e depois na Faculdade de Arquitetura. Em 1945, partiu para Paris e em 1949 após uma breve estadia no Rio de Janeiro, instalou-se em São Paulo para iniciar uma década de trabalho como designer.

No início da década de 1950, abriu um escritório de arquitetura em sociedade com José Gugliota. Depois de algum tempo, cansado de projetar peças exclusivamente para as casas de clientes de elite, decidiu juntar-se a um grupo de marceneiros e produzir pequenas séries, o que levou à criação da fábrica L'Atelier em 1959, que logo passou a fabricar móveis de escritório e deixou de ser uma marcenaria de produção artesanal para se tornar uma indústria de produção em série.

Na L'Atelier conseguiu criar uma estética correspondente às suas expectativas, orientada para o conforto, na busca de utopia e no modo de vida fácil, traduzidos num design de formas curvilíneas e onde o apelo à natureza era enfantizado através uso de madeiras nobres típicas do Brasil, em particular Jacarandá da Bahia.

A primeira peça projetada foi a poltrona "dinamarquesa”, uma homenagem ao design escandinavo de Finn Juhl. Composta de jacarandá e assento estofado, possui pernas em palito, e os braços e pés dianteiros lembram as colunas desenhadas por Niemeyer para o Palácio da Alvorada.

Os anos 60 foram uma década onde a L'Atelier obteve grande sucesso e forte crescimento, impulsionado por encomendas de mobiliário para compor os espaços criados por Oscar Niemeyer, particularmente os edifícios administrativos e de habitação da nova capital do país, Brasília.

Nessa altura, a L'Atelier chegou a ter 200 empregados e atingiu uma dimensão que lhe permitiu investir em ferramentas industriais ligadas à técnica do folheado de madeira termoformada, graças à qual Zalszupin produziu muitas das suas icónicas criações como; o Banco Onda, as poltronas e sofás Presidencial, a mesa Pétalas, etc.

O designer também utilizou a técnica de folhear pequenas tiras de madeira, principalmente com o Jacarandá da Bahia, para aproveitar as variações cromáticas oferecidas por esta belíssima madeira para criar um efeito textural dinâmico com um único material. Zalszupin utilizará esta invenção em prateleiras, várias peças de mobiliário e especialmente na sua famosa e procurada mesa de Guanabara, onde a parte superior feita de retalhos de jacarandá repousa sobre uma base sólida de cimento revestida de couro.

Zalszupin cria peças que podem ser executadas em várias versões, algumas destinadas ao mobiliário de escritório e outras mais orientadas para o uso doméstico. Criou por exemplo a poltrona do Commander, que pode ser usada como cadeira de escritório, na versão com rodas, ou sobre uma base de aço para uma sala de estar.

No início da década de 1970, com sérios problemas financeiros, a L'Atelier foi vendida a um grupo empresarial. A venda foi negociada e Zalszupin manteve o cargo de diretor de pesquisa e desenvolvimento de produtos. Zalszupin ampliou a equipe de designers (que já contava com Oswaldo Mellone) incorporando definitivamente Paulo Jorge Pedreira e Lílian Weimberg. Os designers batizaram o grupo empresarial e passaram a atuar como um laboratório de criação.

A equipe de designers potencializou as possibilidades técnicas oferecidas por quatro diferentes plantas industriais. A Hevea, que produzia commodities plásticas, passa a produzir uma linha muito sofisticada de produtos de design, resultando na criação da marca Hevea, especializada em utensílios domésticos vendidos em supermercados. A L'Atelier começou a incorporar o plástico na sua linha de produtos, produzindo painéis para escritórios e licenciando a cadeira Hille, em polipropileno, desenhada por Robin Day. Além dos produtos, a equipe de design do grupo Forsa testou novas ideias, que formam uma extraordinária coleção e que certamente influenciaram o trabalho de Oswaldo Mellone e Paulo Jorge Pedreira.

A crise dos anos 80 afetou profundamente o desempenho do grupo Forsa. A equipa de design abandonou a empresa no final da década. Oswaldo Mellone e Paulo Jorge Pedreira abriram seus escritórios, e Jorge Zalszupin dedicou-se exclusivamente à arquitetura

 

 

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